ALZHEIMER

No dia 21 de setembro celebra-se o dia mundial da doença de Alzheimer. Faz bem refletir sobre o tema:

Trata-se de uma doença neurovegetativa, sendo a demência que mais atinge a população idosa de nossos dias. Foi descoberta pelo alemão Alois Alzheimmer em 1907.

A Associação Internacional de Alzheimer estima que a cada 3,2 segundos um novo caso de demência é detectado no mundo e em 2050 haverá um caso a cada 2 segundos. Atualmente no mundo tem 46,8 milhões de pessoas com demência no mundo (INSTITUTO ALZHEIMER BRASIL). Vários fatores contribuem para o surgimento do Alzheimer: genéticos, correspondendo a 1/3 dos casos, idade, trauma de crânio, baixa escolaridade, hipertensão arterial, diabetes, hábitos alimentares e fatores ambientais.

É caracterizada pela perda de memória até o comprometimento das funções básicas do ser humano. Os sintomas da doença se iniciam com a dificuldade de pensar com clareza, dificuldade em realizar tarefas complexas até atingir um nível em que se torna difícil realizar atividades simples do dia -a – dia como o uso de talheres. Depois de um certo comprometimento o paciente de Alzheimer terá dificuldade para agir sozinho, tornando-se totalmente dependente de um cuidador (ABREU, FORTALEZA & BARROS, 2005, p.132). A doença de Alzheimer é dividida em fases, sendo que na fase leve a pessoa perde a memória recente e a orientação no tempo e no espaço, na fase moderada acontece o esquecimento do nome das pessoas, dificuldades com atividades mais complexas como cozinhar, cuidar da casa ou fazer compras, Na fase final apresentará dificuldade para deglutir , estará acamado dependente de cuidados , incontinência fecal e urinária e normalmente não se comunicará mais pela fala o que chamamos de mutismo (ARAGÃO et al, 2018, p.198).

O Alzheimer traz um enorme gasto para os cofres públicos, levando em consideração as internações hospitalares, gastos com medicações, alimentação e cuidadores. Seus custos estão aumentando rapidamente nos países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos é a terceira doença mais cara, sendo precedida apenas pelo câncer e doenças coronarianas. Muitos cuidadores e familiares ainda podem adoecer no cuidado de pessoas com demência, devido a exposição prolongada a situações de estresse e sobrecarga emocional. Vale a pena pensar: o quanto é importante cuidar de nossa saúde física e mental pensando em prevenir as demências, especialmente o Alzheimer. Que a longevidade chegue em nossos lares, mas desconectadas das doenças degenerativas e isto depende muito do nosso estilo de vida.


REFERENCIAS:

ARAGÃO et al; As manifestações clínicas e implicações no cotidiano do idoso com doença de Alzheimer; Revista interdisciplinar de saúde, Cajazeiras, v.5, n.2 , abr/jun 2018. Disponível em interdisciplinaremsaude.com.br/Volume_18/Trabalho_01.pdf, acesso em 17/09/2019

CAVALCANTI, L.S.C.; ENGELHARDI, E.; Aspectos da fisiopatologia da doença de Alzheimer esporádica, Revista Brasileira de Neurologia, v.48, n.4, out-dez 2012, disponível em http://files.bvs.br/upload/S/0101-8469/2012/v48n4/a3349.pdf, acesso em 17/09/2019.

INSTITUTO ALZHEIMER BRASIL, disponível em http://www.institutoalzheimerbrasil

.org.br

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