Doenças Cardiovasculares no idoso

Atualizado: 20 de ago. de 2019

Considerando as doenças cardiovasculares como desordens do coração e dos vasos sanguíneos, sendo esta a maior causa de morbidade e mortalidade da população e em especial da população idosa. As doenças cardiovasculares são responsáveis por um grande número de internações hospitalares nos idosos e pelo maior gasto do Sistema Único de Saúde. De acordo com Pereira, Barreto e Passos (2008) as doenças cardiovasculares duplicam a cada decênio de vida, sendo em grande parte evitáveis com a redução de fatores como as hipertensões arteriais, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo e a má alimentação. O diabetes e a obesidade são grandes complicantes para doenças cardiovasculares.

Uma das principais doenças que acometem o idoso é a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). A HAS está relacionada com fatores intrínsecos e extrínsecos e é um grande problema de saúda pública no Brasil elevando significativamente os custos de saúde pública como seu tratamento e o tratamento de suas comorbidades como o Acidente Vascular Cerebral, a Insuficiência Renal Crônica e o Infarto Agudo do Miocárdio. Um estudo realizado por Mendes et al (2014) entre 2006 e 2010 nas cinco regiões do Brasil demonstrou a manutenção de uma elevada taxa de hipertensão arterial entre os idosos, predominando idosos do sexo feminino e de baixa escolaridade. É importante considerar que muitos idosos, especificamente as idosas, tiveram pouca chance de escolaridade na juventude.

A Insuficiência Cardíaca entre os idosos representa um sério problema de saúde pública com um aumento de custos significativos com internações hospitalares, levando à perda de produtividade, a internações repetidas e a um alto índice de mortalidade (10 %). De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia quanto mais cedo é diagnosticado a Insuficiência Cardíaca, mais fácil será seu tratamento e prevenção de complicações.

As arritmias são bastante presentes em idosos e em muitos casos até mesmo em idosos assintomáticos, descobertas através de monitorizações cardíacas.

As cardiopatias isquêmicas resultam quase sempre como consequências de Hipertensão arterial, e outros quadros como dislipidemias e diabetes mellitus entre outros.

O tema abordado sobre doenças cardiovasculares é de grande importância no cuidado da pessoa idosa sobretudo pensando em prevenir novas patologias e complicações diante do cenário de aumento de envelhecimento da população e a previsão de risco feita pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com relação à doenças cardiovasculares para as próximas décadas.


Referencias

CHAGAS et al; Saúde Cardiovascular do homem brasileiro; Sociedade Brasileira de Cardiologia, Dezembro/2009. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2009001200004, acesso em 25/03/2019.

SBC; Revisão das II Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Cardíaca; ano 2002; Disponível em http://www.scielo.br/pdf/abc/v79s4/a01v79s4.pdf, acesso em 25/03/2019.

MENDES et al; Prevalência de hipertensão arterial sistêmica em idosos no Brasil entre 2006 e 2010; Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade; Rio de janaeiro, Jul - Set de 2014, p 273 -278. Disponível em https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/795, acesso em 25/03/2019.

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